É cada vez mais fácil violar os direitos dos humanos e do planeta?
Não foi noticiado porque aparentemente não é um hot issue, mas a Human Right Watch publicou o seu relatório anual sobre os direitos humanos e a verdade é que o seu estado está mau e não se recomenda. De todo. Para o seu director executivo, estamos a viver numa espécie de “selecção natural” de quem tem direito a quê, a qual implica que os direitos dos “outros” podem ser comprometidos na mesma escala em que os “nossos” devem ser salvaguardados. Um perigoso alerta. Igualmente em alerta, e a escassear, estão os níveis dos recursos hídricos, numa clara violação dos direitos do planeta e das suas populações, particularmente das mais vulneráveis: uma premente gestão sustentável do mais importante recurso da “vida” será a prioridade do 8º Fórum Mundial da Água, que o World Water Council realizará em Março de 2018, mas que tem de ser devidamente abordada, em modo acelerado, por governos e privados.
Porque nem tudo é mau e insustentável, dois bons exemplos de que enquanto há vida há esperança. O primeiro, dado pela indústria da moda que, através de novas tecnologias e coligações entre vários players do sector, se está a comprometer a reduzir a sua gigante pegada ambiental, com um duplo mas coerente objectivo: que a sustentabilidade não só se transforme em moda, mas transforme, para melhor, a moda. O segundo, e em modo de legado, recorda o pioneirismo ecológico de Anita Roddick, a fundadora da The Body Shop, a propósito da celebração do 30º aniversário do seu bem-sucedido “compromisso com as comunidades”, num excelente exemplo do que significa o tão falado, mas pouco praticado, comércio justo”.
A terminar, a Opinião, em jeito de aguçamento de curiosidade, de um empreendedor que depois de desenvolver um novo índice de sustentabilidade para as organizações, quer agora mudar o mundo com um novo modelo de negócio, em que os “fãs” são parte integrante do mesmo.
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