O Corvo Semanal, de 12 a 16 de Fevereiro, 2018
Esta semana aconteceu em Lisboa.
A nossa cidade está cheia de vida e de estórias. O Corvo tenta acompanhar o que de mais relevante nela acontece. E oferece-lhe, todos os sábados, o resumo do que publicou ao longo da semana. Para que nada lhe escape.
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Parque canino será a solução para convívio entre cães e humanos no Jardim da Cerca da Graça
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AMBIENTE · 16 FEVEREIRO, 2018 · Texto: Samuel Alemão
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Nem uma liberdade sem restrições, como desejavam os promotores de uma petição nesse sentido, nem a proibição total da circulação, como pretendiam outros. A solução para a convivência sem problemas entre humanos e cães, no Jardim da Cerca da Graça, deverá passar pela criação de uma área vedada onde os animais possam circular livremente. Deverá ser essa a recomendação da Assembleia Municipal de Lisboa (AML) à Câmara Municipal de Lisboa (CML), a ser aprovada na próxima sessão daquele órgão (terça-feira, 20 de fevereiro), para tentar acabar com uma polémica que se prolonga desde a inauguração daquele espaço verde, situado entre a Graça e a Mouraria, em 2015. Uma clara tentativa de apaziguar um conflito reavivado recentemente, com o lançamento de uma petição pela livre circulação, naquele jardim, dos canídeos sem trela e sem açaime – à qual a recomendação da AML vem agora dar resposta.
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Mau estado das coberturas nos acessos ao metro do Campo Grande obriga a obras urgentes
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MOBILIDADE · 16 FEVEREIRO 2018 · Texto: Samuel Alemão
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A degradação acelerada dos acessos norte à estação de metro do Campo Grande e à interface intermodal de transportes públicos ali existente vai obrigar à realização de obras imediatas na sua cobertura. Aquela infraestrutura, inaugurada em 1993, aquando da abertura da então nova estação do Metropolitano de Lisboa, apresenta há muito sinais de decadência, com evidente degradação das paredes e do tecto, bem como profusão de graffiti e clara insalubridade. A intervenção agora prevista custará cerca de 50 mil euros Câmara Municipal de Lisboa (CML), a qual recentemente adjudicou a obra com carácter de urgência. Isto apesar de o mesmo regime excepcional da prometida intervenção já antes ter sido anunciado pela autarquia, em maio do ano passado, durante uma sessão da Assembleia Municipal de Lisboa (AML). Previa-se, na altura, que os trabalhos de reabilitação ocorressem no verão passado. Passados quase nove meses, tudo continua na mesma.
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São apenas cinco, para já, as colectividades de Lisboa com protecção contra a Lei das Rendas
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Sociedade de Geografia, Grémio Literário, Círculo Eça de Queiroz, Ateneu Comercial de Lisboa e Academia dos Amadores de Música. São apenas cinco, e todas concentradas na freguesia de Santa Maria Maior, as colectividades que a Câmara Municipal de Lisboa (CML) se prepara para reconhecer com a distinção “Entidade de Interesse Histórico e Cultural ou Social Local”. Tal selo permitir-lhes-á, sugere a proposta de reconhecimento a aprovar na reunião de vereação desta sexta-feira (16 de fevereiro), beneficiarem de um regime especial de protecção em relação a possíveis ordens de despejo, em caso de necessidade de realização de obras nos imóveis onde elas estão instaladas. Um instrumento análogo ao “Lojas com História”, que supostamente conferirá aos estabelecimentos comerciais algum grau de defesa contra os apetites imobiliários.
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Santa Clara: esta é uma freguesia à parte que (também) pertence a Lisboa
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VIDA NA CIDADE · 14 FEVEREIRO 2018 · Texto: Sofia Cristino · Fotografia: Hugo David
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Aquela zona continua a ser uma realidade distinta do resto da capital. A união das antigas freguesias da Ameixoeira e da Charneca em nada terá mudado a qualidade de vida de quem lá vive, queixam-se alguns moradores, que se dizem esquecidos. Há promessas de décadas por cumprir, como a construção de um centro de saúde e de uma esquadra de polícia. Um dos lamentos mais recentes dos moradores é a chegada da EMEL à freguesia, até agora fora da alçada da empresa municipal. Existirão necessidades mais urgentes que ordenar o estacionamento, ouve-se. Há muitos anos conotada com a falta de segurança, a freguesia parece só ganhar pontos na área da higiene urbana. Para todos, uma coisa é certa: Santa Clara é uma freguesia que carece, há muitos anos, de infraestruturas essenciais. Mas há coisas boas, claro.
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Quarteirão do polémico “mono do Rato” vai mesmo ser demolido nos próximos dias
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URBANISMO · 13 FEVEREIRO 2018 · Texto: Samuel Alemão
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O espanto e a curiosidade, acompanhados de alguma preocupação pela falta de informação visível, foram crescendo entre passantes e vizinhos, ao longo da véspera de carnaval (segunda-feira, 12 de fevereiro), e ao mesmo tempo que se procedia à colocação de tapumes. O quarteirão confinado pelo Largo do Rato e pelas as ruas do Salitre e Alexandre Herculano e que, entre 2004 e 2011, esteve no centro de uma polémica devido ao plano para a construção de um grande edifício de traço contemporâneo, assinado pelo arquitectos Manuel Aires Mateus e Frederico Valsassina, será demolido nos próximos dias. Mais de sete anos após a aprovação, em dezembro de 2010, daquele que ficou conhecido como o “mono do Rato”, prepara-se agora para acontecer uma mudança radical naquele gaveto urbano, que culminará com uma nova edificação. O Corvo tentou saber se é o mesmo projecto ou outro, mas tal não foi possível apurar até ao momento da publicação deste artigo.
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Julgado de Paz de Lisboa funciona com baldes em cima da mesa e entre montes de papel
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VIDA NA CIDADE · 12 FEVEREIRO 2018 · Texto: Sofia Cristino (com Samuel Alemão)
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Os funcionários do Julgado de Paz, em Lisboa, sentem-se a trabalhar num “armazém de papel”. O edifício, onde está sediado o órgão responsável pela resolução de pequenos litígios, não tem espaço para albergar os mais de 100 mil processos que já acumula. O mobiliário e o equipamento informático não são mudados há muitos anos. Há pessoas a trabalharem com baldes na secretária, onde cai água oriunda de infiltrações no tecto. A acumulação de pó já levou uma funcionária a contrair uma infecção nos olhos. As condições de saúde e de higiene não estão asseguradas e a Inspecção do Trabalho já o comprovou numa visita ao espaço. O coordenador daquele serviço diz que estão a trabalhar em “condições desumanas” e lamenta a falta de reconhecimento que a instituição tem tido pelos órgãos de poder. Os trabalhadores já enviaram um abaixo-assinado à Câmara Municipal de Lisboa, entidade da qual dependem, a reclamar uma intervenção. A autarquia já havia prometido obras e até falou na hipótese de ceder um novo espaço. Mas nada foi feito. Os Verdes entregaram na Assembleia Municipal, um requerimento, exigindo um relatório de avaliação sobre as condições em que estes funcionários estão a trabalhar.
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