A cidade de Lisboa venceu o prémio de Capital Europeia Verde de 2020. O anúncio foi feito pelo Comissário Europeu para o Ambiente, Assuntos Marítimos e Pescas, Karmenu Vella, numa cerimónia que decorreu no dia 21 de junho em Nijmegen, na Holanda.
Esta distinção é atribuída anualmente pela Comissão Europeia, reconhecendo os esforços das cidades em envolver a sua população no tema da sustentabilidade ambiental, social e económica. Pela primeira vez, foi distinguida uma cidade portuguesa.
Lisboa superou as outras cidades finalistas, Ghent (Bélgica) e Lahti (Finlândia), salientando o júri que Lisboa pode constituir «uma inspiração e um modelo para muitas cidades da União Europeia», dado que apostou no caminho para a sustentabilidade num período de grave crise económica, demonstrando assim que a sustentabilidade e o crescimento económico podem estar associados.
O painel de peritos responsável por esta decisão destacou os seguintes aspetos positivos relativamente às políticas ambientais que têm vindo a ser seguidas pela cidade de Lisboa:
> Alcançou uma redução de 50% nas emissões de CO2, entre 2002 e 2014;
> Reduziu o consumo de energia em 23% e o consumo de água em 17%, entre 2007 e 2013;
> Tem uma visão clara para a mobilidade urbana sustentável, com medidas para restringir o uso de automóveis e dar prioridade aos transportes públicos e modos suaves de mobilidade;
> Implementou um sistema de partilha de bicicletas, incluindo bicicletas elétricas;
> Possui uma das maiores redes de carregamento de veículos elétricos do mundo e 39% da frota municipal de veículos é elétrica;
> Revela um forte compromisso com a sustentabilidade, destacando-se a sua rede de infraestruturas verdes, como instrumento para combater os efeitos das alterações climáticas.
A distinção é acompanhada por um incentivo financeiro de 350 mil euros, tendo agora a cidade de Lisboa de elaborar um plano de atividades para implementar durante o ano de 2020.
O prémio Capital Verde Europeia é o resultado de uma iniciativa tomada por 15 cidades europeias (Tallinn, Helsínquia, Riga, Vilnius, Varsóvia, Madrid, Liubliana, Praga, Viena, Kiel, Kotka, Dartford, Tartu e Glasgow) em 2006, abraçada em 2008 pela Comissão Europeia.
O prémio é atribuído todos os anos e tem o objetivo de recompensar os esforços das cidades europeias (com mais de 100 mil habitantes) em melhorar o ambiente urbano, contribuindo para a implementação de modos de vida mais saudáveis e sustentáveis, envolvendo os seus cidadãos. As cidades premiadas deverão ter um registo consistente de medidas que permitam alcançar altos padrões ambientais; estar comprometidas com metas contínuas e ambiciosas para a melhoria ambiental e o desenvolvimento sustentável; e devem poder servir de modelo para outras cidades europeias.
A distinção é acompanhada de um valor monetário de 350 mil euros.
Até ao momento foram premiadas as cidades de Estocolmo (2010), Hamburgo (2011), Vitoria-Gasteiz (2012), Nantes (2013), Copenhaga (2014), Bristol (2015), Ljubljana (2016), Essen (2017), Nijmegen (2018), Oslo (2019) e Lisboa (2020).
Podem concorrer cidades dos Estados-Membros da UE, dos países candidatos à UE e da Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça, com mais de 100 mil habitantes. Consulte os critérios de elegibilidade.
Este prémio destina-se a cidades que estabelecem um compromisso com a melhoria do ambiente e, em particular, com o crescimento verde. Instituído em 2015, teve já como vencedor a cidade de Torres Vedras, na edição inaugural (a par da cidade espanhola de Mollet del Vallès). Galway (Irlanda), Leuven (Bélgica), Växjö (Suécia), Cornellà de Llobregat (Espanha) e Horst aan de Maas (Holanda) foram as restantes vencedoras.
Tal como no concurso anterior, podem concorrer cidades dos Estados-Membros da UE, dos países candidatos à UE e da Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. Consulte os critérios de elegibilidade.