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                                                                      //Newsletter 12.Setembro.2018

NOTÍCIAS | NEWS

WORKSHOP INTERNACIONAL
The Ties that Bind: Rethinking dependences in the Medieval Iberian Peninsula and Beyond
Decorreu, nos dias 03 e 04 de setembro, o Workshop Internacional “The Ties that Bind: Rethinking dependences in the Medieval Iberian Peninsula and Beyond", organizado por Filomena Barros e Clara Almagro, investigadoras do CIDEHUS.
No encontro participaram investigadores convidados, provenientes de distintas instituições de investigação científica do Reino Unido, Itália, Israel, Espanha e Portugal. 
Durante dia e meio, os participantes apresentaram as últimas novidades relativas à investigação sobre servidão, escravidão e outras formas de dependência existentes no Mediterrâneo medieval, tanto em áreas sob domínio cristão como islâmico.
As diversas contribuições deram origem a animadas discussões, nas quais se refletiu sobre aspetos terminológicos e concetuais relativos às formas de dependência durante e Idade Média, as transformações e continuidades ao longo do tempo e as diferenças e semelhanças entre as distintas áreas geográficas. De entre as questões abordadas, destacam-se as reflexões sobre a possibilidade de sobreposição de distintas formas de dependência pessoal sobre a mesma pessoa e os conflitos que poderiam surgir por essa razão; a necessidade de reconsiderar as formas de dependência (e especialmente de escravatura) como uma realidade gradativa e pluriforme; e a complexidade do continuar das formas de dependência, inclusivamente quando esta estava formalmente suspensa.

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II ENCONTRO DE HISTÓRIA DE LOULÉ 
Decorreu nos dias 31 de agosto e 1 de setembro o II Encontro de História de Loulé, no Auditório do Convento do Espírito Santo, com a participação de mais de 130 inscritos. Esta iniciativa contou, mais uma vez, com o apoio do CEPAC - Centro de Estudos em Património, Paisagem e Construção da Universidade do Algarve e do CIDEHUS - Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades da Universidade de Évora.
Nesta segunda edição, a conferência inaugural esteve a cargo da professora jubilada Iria Gonçalves (Universidade Nova de Lisboa – Instituto de Estudos Medievais) que apresentou a comunicação “O repouso nocturno em Loulé medieval: que possibilidades de conforto?”
No decurso do Encontro foram apresentadas mais 15 comunicações que abarcaram uma cronologia abrangente (desde a época romana à época contemporânea), distribuídas por cinco painéis: “Civilizações e Conflitos”, “Sociedade, Economia e Administração”, “Sociedade e Demografia”, “Espólio arquivístico e fotográfico” e “Arte, Conservação e Restauro”. 
Relativamente à visita cultural, este ano os participantes puderam optar pelo Pólo Museológico de Salir ou pelo Centro Histórico de Loulé.
Durante o Encontro foram lançados os livros “A justiça em Loulé. Séculos XVII-XIX”, de Nuno Camarinhas e as “Atas do I Encontro de História de Loulé”.
Ao longo dos dois dias de trabalhos foi possível estudar a Loulé, os louletanos, bem como o seu património arquivístico e edificado no contexto regional e global.

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O prémio, concedido pela Associação Portuguesa de Demografia, em parceria com a Câmara Municipal da Mealhada, foi atribuído por unanimidade ao trabalho “Baixa fecundidade: adaptação tardia às mudanças estruturais ou consolidação da preferência por famílias de padrões reduzidos?”

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EDITADO O Nº 6 DA COLEÇÃO FONTES & INVENTÁRIOS
Acaba de ser editado o nº 6 da coleção Fontes & Inventários intitulado "Correspondência inédita dirigida a D. Frei Manuel do Cenáculo. As cartas de Joaquim Sá e Alexandre Faria Manuel", compiladas e estudadas por Francisco António Lourenço Vaz
A presente obra traz a lume dois importantes fundos da correspondência dirigida a D. Frei Manuel do Cenáculo, que não foram catalogados por Armando de Gusmão e têm passado despercebidos à historiografia. Trata-se das cartas que Joaquim José da Costa Sá e Alexandre Faria Manuel escreveram ao Bispo de Beja, entre 1772 e 1802. São fontes que adquirem especial importância para a História do Livro e das Bibliotecas. As cartas de Joaquim Sá são um dos poucos testemunhos do donativo que em 1797 Cenáculo enviou para a Real Biblioteca Pública de Lisboa.
E as cartas de Alexandre Manuel, dadas as funções de Secretário da Mesa Censória e o processo em que se viu envolvido, constituem uma fonte privilegiada para o estudo da censura prévia, do comércio do livro, da leitura de obras proibidas e do furto de livros.
O que seduz também na correspondência são as suas potencialidades, a nível da micro-história. Com efeito, parafraseando Marc Bloch, este tipo de fontes permitem tornar a tarefa da investigação histórica divertida. Na realidade, são muitos os ingredientes que se encontram na leitura e interpretação das cartas; desde a necessidade de decifrar a letra usada, até a revelação dos conteúdos que tantas vezes relatam dramas familiares, ou fazem sorrir pelo seu caráter anedótico. Por outro lado, nada melhor do que uma carta, ou um diário, para encontrar o insight de uma época, e para nos apercebermos da complexidade quotidiana dos contextos.  
A obra está disponível em acesso aberto, na OpenEdition/Publicações do CIDEHUS. 

 

OPINIÃO | OPINION

O INCÊNDIO DO MUSEU NACIONAL DO RIO DE JANEIRO - UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA 
JOÃO CARLOS BRIGOLA
Tinha com este Museu uma ligação muito especial. Primeiro, no final dos anos 90, ainda sem o conhecer, estudei as suas origens integrando-as na história das coleções e dos museus portugueses de setecentos e de inícios de oitocentos. Fiquei então a saber que tinha sido fundado em 1818 por D. João VI, e que naquele mesmo espaço tinha vivido igualmente o filho, D. Pedro, rei liberal de Portugal e primeiro imperador do Brasil independente em 1822. Por esse motivo, o palácio que abrigava o acervo - agora consumido pelas chamas - constituía um histórico traço de união entre os dois povos.
A minha primeira visita à Quinta da Boa Vista, onde se situava o Museu, ocorreu por ocasião da celebração do duplo centenário da chegada da Corte ao Brasil, em 2008. Ali apreciei uma exposição temporária, montada com a colaboração do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, que reconstituía cenograficamente o Gabinete de História Natural de Domingos Vandelli, ostentando espécimes coletados na Amazónia entre 1783 e 1792, durante a viagem philosofica do baiano Alexandre Rodrigues Ferreira. Recordo ainda que fiquei especialmente surpreendido com o concurso massivo de jovens alunos em visita escolar. Após essa data, em outras ocasiões, deambulei por aquelas imensas salas à descoberta maravilhada das impressionantes coleções de história natural, de paleoantropologia e de vestígios materiais de civilizações da antiguidade americana e europeia.
A derradeira visita, e a mais marcante, fi-la há pouco mais de um mês acompanhado durante horas por dois guias sabedores e empenhados: o arquiteto e a historiadora de arte do palácio. Estavam entusiasmados com o que parecia vir a ser um novo e mais dinâmico ciclo para o Museu: a libertação de toda uma ala até agora ocupada por gabinetes de pesquisa para darem lugar à expansão de mais e melhores espaços expositivos e ainda a obtenção de um significativo financiamento do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) para a recuperação do património integrado do jardim histórico.
Agora que, em apenas duas horas, duzentos anos de museologia estão reduzidos a memórias imateriais, o meu espírito regressa àquele mítico lugar, vogando ao sabor indistinto da raiva e da comoção.  

A MINHA INVESTIGAÇÃO | MY RESEARCH

MARIA FILOMENA BARROS 
Doutorada em História Medieval pela Universidade de Évora em 2004. É docente do Departamento de História da Universidade de Évora e membro integrado do CIDEHUS.
A sua área de trabalho centra-se na problemática das minorias étnico-religiosas no período medieval, e alargando-se aos mouriscos, no século XVI.
A investigação, iniciada com os muçulmanos no reino português medieval, estendeu-se a uma perspetiva comparativa, no plano peninsular, como à realidade judaica, cujas relações com a Coroa, marcam indelevelmente uma especificidade do reino português face aos seus congéneres hispânicos. A análise, centrada nas questões identitárias, mutáveis e dinâmicas ao longo dos tempos e dos espaços, assenta em tópicos como o direito islâmico e rabínico, a onomástica e a pluralidade de adscrições sociais e culturais destas comunidades.
Na prossecução destes objetivos, é membro fundador e coeditora da revista online Hamsa. Journal of Judaic and Islamic Studies e tem publicado extensamente, em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente em obras de referência, como Christian-Muslim Relations. A Bibliographical History, editada pela BRILL, ou no Routledge Handbook of Muslim Iberia (no prelo).

 

EVENTOS & ACTIVIDADES | EVENTS & ACTIVITIES

21. e 22. Setembro. 2018
Congresso Internacional "O Montado no desenvolvimento rural do Sudoeste Peninsular”



Ponte de Sor e Coruche




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21. e 22. Setembro. 2018
VI Residência Cisterciense São Bento de Cástris "Dimensões do património monástico-conventual"



Mosteiro de S. Bento de Cástris, Évora




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24. Setembro. 2018
XII Jornadas da (In)Formação | Introduction to Linked Data by Richard Zijdeman



Universidade de Évora




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26. Setembro. 2018
III Ciclo de Conferências | Leituras a Sul | 2ª sessão

Conferências: 
O Fundo Antigo da Biblioteca Municipal de Campo Maior | João Ruas (Especialista em Livro Antigo)
A Língua Espanhola nos Fundos Antigos da Biblioteca Municipal de Campo Maior | Maria Filomena Gonçalves (CIDEHUS/ UÉvora)

Biblioteca Municipal "João Dubraz", Campo Maior

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21. e 22. Outubro. 2018
International Conference | Archives in the Age of Digital Humanities





Universidade de Évora


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28. a 31. Outubro. 2018
III Encontro Ibero-Americano de Turismo Rural

Universidade de Évora e Escuela Superior de Hostelería y Agroturismo de Extremadura, Mérida

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08. a 10. Novembro. 2018
I Jornadas Ibero-Americanas de Jovens Investigadores em Património Industrial

Universidade de Évora

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08. a 10. Novembro. 2018
CIJIIM | I Congresso Internacional de Jovens Investigadores em Idade Média

Universidade de Évora

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29. e 30. Novembro. 2018
International Congress on Cultural Mapping: Linking Heritage (Tangible and Intangible) and Creative Tourism



Universidade de Évora



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CALLS

CALL FOR PAPERS
Datas limite: 30. Setembro. 2018

28. e 29. Janeiro. 2019 - II Colóquio Internacional | A Presença Portuguesa em Ziguinchor: Memórias e Patrimónios

Universidade de Évora

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CALL FOR PAPERS
Datas limite: 15. Outubro. 2018 e 15. Novembro. 2018

28. a 30. Março. 2019 - III Encontro REPORT(H)A - Rede Portuguesa de História Ambiental | ​​"Dinâmicas e Resiliência em Sistemas Sócio-Ambientais"

Universidade de Évora

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CALL FOR PAPERS
A anunciar brevemente

22. a 24. Abril. 2019 - Congresso Internacional | Um Reino de Mulheres: Expressões literárias, culturais e artísticas nas instituições monástico-conventuais femininas

Universidade de Évora

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OUTROS DESTAQUES | OTHER HIGHLIGHTS

CONCURSO PARA INVESTIGADORES DOUTORADOS
Estão abertos lugares de investigador doutorado ao abrigo da norma transitória (DL 57/2016; L57/2017).

Data limite: 21. Setembro. 2018

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