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Desde o seu início, a ideia de “Residência” procura convocar “comunidade”, logo, permanência humana, numa simbiose entre um espaço notável na sua beleza, isolamento e silêncio, mesmo às portas do bulício de Évora, pretendendo ser um espaço de reflexões plurais e de debate também acerca do futuro deste conjunto edificado, de tanta diversidade e espessura histórico-cultural. E é esse o espírito que tem permanecido ao longo dos anos, desde 2013, convocando temáticas diversas no sentido da fruição plena dos espaços do mosteiro. Têm sido propostas temáticas de reflexão muito diversificadas, procurando, na permanência, atrair diferentes públicos, com a realização de workshops, exposições, lançamento de livros, e propiciar experiências várias de apropriação do espaço, através da música instrumental e coral, do teatro, do cinema, de instalações artísticas. Essa permanência, de durabilidade afirmativa e prospectiva, resulta do entrosamento de duas linhas de rumo objectivas e constantes: um ponto de partida e uma coerência científica permanente, aferida por investigadores de unidades de investigação credíveis e validadas pela FCT; uma constante interdisciplinaridade científico-cultural visando a relação desses conhecimentos com as comunidades participantes, estudantes, professores e investigadores e as envolventes - o espaço de Évora, do Alentejo e das realidades nacionais e internacionais da rede histórico-científica de Cister. Desta forma se objectiva o lançamento de temas que, não dando respostas, podem interessar jovens investigadores para trabalhos futuros e chamar a atenção dos investigadores seniores para a necessidade de releituras do mundo dos religiosos e, por aí, de muitas das realidades da história local e nacional.
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